quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Senadores se sensibilizam com realidade de maus tratos a animais e discutem penas



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 LOC/REPÓRTER: A luta pelo aumento das penas para crimes de maus tratos a animais continua e ganha cada vez mais força. Nesta semana, senadores que integram a comissão que trata do anteprojeto do Código Penal Brasileiro receberam ativistas e representantes da OAB de São Paulo, da OAB de São Bernardo do Campo e do Ministério Público de São Paulo para conversar sobre a possibilidade de manter a proposta original do projeto no que se refere às penalidades previstas para crimes contra animais silvestres, domésticos ou domesticados. O grupo que trabalha para proteger os direitos dos animais quer que as penas sejam, de pelo menos, um a quatro anos de prisão – tempo maior do que o sugerido pelo relator do projeto, senador Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso. O senador Eduardo Amorim, do PSC de Sergipe, participou do debate e ficou sensibilizado com a realidade de maus tratos a animais relatada pelos ativistas e por membros do judiciário.

TEC/SONORA – Senador da República Eduardo Amorim
 “Essas pessoas entendem que é só punindo mesmo pra que realmente possam diminuir tantos e tantos maus tratos. Eu acho que ter o respeito e a consideração pelos nossos animais é dever. E nós, parlamentares, senadores, membros da comissão, temos que levar isso muito em conta. Eu acho que vale a pena, sim, conversar, dialogar, ver cada situação e, com certeza, o que a gente não pode permitir nem concordar, é que os nossos animais continuem sendo maltratados, mortos, sacrificados, de modo muito perverso.”

LOC/REPÓRTER: Eduardo Amorim destacou a importância de ouvir pessoas que lidam constantemente com as situações de maus tratos e acrescentou que está convencido pela necessidade de zelo, cuidado e respeito aos animais. A promotora de Justiça de São Paulo, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo, Vânia Tuglio, se diz otimista com o resultado da reunião.

TEC/SONORA – Promotora de Justiça de São Paulo, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo, Vânia Tuglio
 “Nós saímos muito felizes pelo fato deles [os senadores] terem vindo, pelo fato deles ouvirem as nossas razões, as nossas fundamentações, as nossas justificativas. Nosso trabalho continua: a gente vai ter que continuar [a conversar] com os outros senadores, mas nós saímos esperançosos de que esses dois senadores possam transmitir pros outros e fazer reverberar aqui no Senado os nossos posicionamentos.”

LOC/REPÓRTER: A coordenadora do Movimento Crueldade Nunca Mais, Lilian Rockenbach, que também participou da reunião, disse que vai mobilizar os representantes do movimento em cada estado em que houver um senador membro da comissão do anteprojeto do Código Penal, além de reforçar os trabalhos nas redes sociais.


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